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História

Campolide é hoje uma pequena parte do que já foi outrora. Efectivamente tem-se conhecimento de que já englobou toda a zona que é hoje Campo de Ourique, Estrela e Lapa até S. Bento e Santos, estendendo-se a norte e a poente até à Ribeira de Alcântara. Sobre o seu nome correm várias versões. Moradores dizem que deriva de “Campo de Lides”; no entanto, este campo de lides, dizem uns que se referia a garraiadas, outros a amanho da terra e outros ainda a escaramuças com invasores. Ao certo nada se sabe. Já na tomada de Lisboa, em 1147, o cruzado Osberno se referia à zona de Santos por Campolet ou Campolit.

Sabe-se, no entanto, que sempre foi uma boa terra de cultivo, onde havia várias quintas. Em toda a encosta existiam olivais, pomares e vinhedo. As crónicas Afonsinas referem que Lisboa bebia os bons vinhos de Palmela e de Campolide, próximo de Lisboa. Aliás, D. Afonso II (1211) possuía "duas víneas in Campolide".

A qualidade do vinho e a economia de transportes, levaram a que Lisboa, durante séculos, bebesse os seus vinhos. Um documento de 1340 refere-se também à “Vinha de D. Fernando em Campolide".

Esta vitivinicultura estendeu-se pelo menos até ao Século XVI, e nessa época, o vinho de Campolide, era o que chamamos hoje um vinho de marca.

Também a fruta a o azeite aqui produzidos eram consumidos em Lisboa.

Pouco povoado de características rústicas, com aglomerados soltos, considerava-se um local aprazível, pelo que aqui tinham quintas, fidalgos, poderosos e eclesiásticos.

Foi numa zona fortificada, de que ainda há vestígios, e uma das saídas de Lisboa.

No Século XVII, um escritor do tempo, dizia:

                                                Chama-se aqui Campolide
                                                    
Uma saída mui bela
                                                    
Pelos largos horizontes 
                                                     
Que descobre a redondeza.

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