“Ecletismo”. Pode ser a palavra-chave para descrever a freguesia de Campolide.
Há de tudo, para todos os gostos.
Desde o novo edifício do Teatro Aberto, até à antiga estrutura (e ex-libris da freguesia) do Aqueduto das Águas Livres (classificado como Monumento Nacional), que inclusivamente sobreviveu ao grande terramoto de 1755, e que podemos observar do moderníssimo Miradouro da Bela Flor;
Desde os modernos hotéis e instituições bancárias, nas traseiras da Mesquita, até ao tradicional e popular Bairro da Calçada dos Mestres, construído para albergar os trabalhadores que edificaram o Aqueduto;
Desde o complexo comercial e habitacional das Twin Towers, às pequenas lojas tradicionais, onde somos tratados pelo nome;
Desde as artérias largas e espaçosas, até as ruas estreitas e íngremes.
O mais interessante, é que podemos fazer todos estes percursos sempre acompanhados por belíssimos trabalhos de azulejaria, espalhados um pouco por toda a parte.
Partindo dos painéis patentes na Estação de Campolide, da autoria de Eduardo Nery e Andreas Stöcklein, passamos à colorida parede concebida por Abel Manta em 1970 (aplicada em 1982), que “forra” parte da Avenida Calouste Gulbenkian (e que é o maior painel contínuo de azulejos que existe), e a um outro painel quase monocromático, no Eixo Norte-Sul, do mesmo autor.
Também na Mesquita os azulejos não podem ser ignorados, já que adornam tanto as suas cúpulas, como a sua entrada. Um pouco mais acima, chegando ao Palácio da Justiça, deparamo-nos com vários painéis de Mestre Querubim Lapa, Júlio Resende e Jorge Barradas, que adornam as arcadas exteriores.
Finalmente, eis-nos na Escola 23, onde também existem várias obras de Mestre Querubim Lapa. Talvez por causa disso, o nome da Escola seja precisamente “Escola Mestre Querubim Lapa”.
É aqui também que se encontra o “campus” de Campolide da Universidade Nova de Lisboa, de onde se destacam os modernos edifícios da Reitoria e da Residência Universitária Alfredo de Sousa, que contrastam com o edifício antigo onde está instalada a faculdade de Economia, e que foi outrora o Colégio Jesuíta de Campolide, ao lado do qual encontramos a Igreja Paroquial de Santo António de Campolide, declarada em 1993 imóvel de interesse público pelo IPPAR.
No fundo, seja por que ângulo quisermos olhar, estabelecer diferenças, e ver uma freguesia rica em tradição e modernidade… é para Campolide que nos devemos virar!





